Como amadurecer

É uma constante batalha para uma jovem que quer servir a Deus. Além dos próprios pensamentos, que a põe para baixo, há pessoas ao redor que fazem comentários sem pensar… ‘Ela é tão criançona…’; ‘Ela só tem tamanho…’; ‘Ela é muito bobinha…’; ‘Ela chegou aqui ontem, não sabe de nada…’; ‘Ela não tem experiências…’

Foi difícil para mim também. Principalmente antes de conhecer o meu esposo, pois ouvia falar o quanto ele era inteligente, sério, maduro e espiritual. Eu me olhava no espelho e via o oposto… Não me achava espiritual o suficiente, porque não era como a fulana. Vivia ouvindo o quanto criançona eu era. E, para completar, eu não me achava inteligente o suficiente.

Quando casamos, eu me senti ainda pior. Agora era para ser uma mulher casada e madura e ainda me sentia uma jovem inexperiente. Orava a Deus todos os dias. Quanto mais eu orava, mais furo dava. Até que o tempo passou e Deus foi trabalhando em mim, aos pouquinhos, a ponto de nem mesmo reparar, pois estava tão ocupada com os problemas e as dificuldades, que não vi o quanto Ele trabalhava em mim por meio delas.

O amadurecimento vem com as lutas. Toda vez que você passar por elas, aproveite para aprender!

Cristiane cardoso

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A do contra – a Gata e o Rato

Era um domingo à tarde em Johannesburgo. Havíamos acabado de chegar de uma reunião linda no Soweto, com milhares de pessoas. Meu esposo me chamou para passear no parque, algo que eu não lembro ter acontecido antes. Fiquei surpresa, até levei a minha câmera para tirar fotos dos passarinhos e patinhos que haviam lá. Mas, ele tinha outra coisa em mente, não era passear só por passear, era passear comigo e me conhecer um pouco mais. Parece até brincadeira escrever isso, já que já tínhamos de uns 17 para 18 anos de casados.
Ele me deu a mão e começou a me fazer perguntas que nunca havia feito anteriormente. Sabe aquelas coisas que você imagina já saber, mas não tem certeza? Pois é, perguntas sobre a minha pessoa, que ele não sabia de fato sobre mim. Ao mesmo tempo que eu o respondia, ele me respondia a mesma pergunta sobre ele. Passamos horas no parque, nunca mais me esqueço daquele dia; foi muito especial para mim, como mulher e esposa.
Toda esposa, noiva e namorada almeja esse tipo de atenção, sem distração de seu parceiro. É algo que veio no nosso DNA, não temos culpa disso. E eu acho que nós não temos isso o suficiente. Muitos problemas acontecem pela falta de diálogo entre casais. Um fica assumindo o que o outro quer, sem ao menos entendê-lo bem. Ninguém chega a um acordo, e o que deveria ser uma parceria, transforma-se numa dupla como a Gata e o Rato.
No dia primeiro de abril, quando todo o mundo comemora o dia da mentira, como se essa praga tivesse o direito de ser comemorada, eu e o Renato estaremos fazendo o que fizemos naquela tarde de Johannesburgo. Assim como Deus nos abençoou por meio do diálogo, e hoje nós nos conhecemos mais a cada dia, Ele quer fazer o mesmo em sua vida, seja você casada ou solteira. Basta você querer.
Estaremos fazendo a “Caminhada do Amor”, the “Love Walk”, que divulgará o diálogo entre casais. Marido e mulher, noivo e noiva, namorado e namorada, estarão indo num parque mais próximo para conversar e se conhecer mais. E os solteiros, que não têm um parceiro ainda, usarão esta oportunidade para conhecer alguém que lhe pareça interessante e possível candidato a uma parceria no futuro
Nós queremos alcançar o máximo de casais possível e mudar essa história de “Gata e Rato” entre casais, que poderiam ser tão felizes, mas que não se conhecem nem fazem nada para se conhecerem.

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Marina – Capítulo 3

Um dia encontrei com aquele homem no centro da cidade, sem pensar passei para o outro lado da calçada. Não queria cumprimenta-lo. Não queria ve-lo, não queria ouvir sua voz, não queria ele perto de mim.

Insisti no namoro e começamos então uma relação séria. Felipe era muito atencioso e cuidadoso comigo.

Comecei a trabalhar para comprar meus móveis para o casamento. Consegui um emprego em uma loja conceituada de sapatos. Eu era a melhor vendedora da loja, como sempre. Em tudo o que eu fazia Deus me abençoava… eu era Dele. A dona da loja me observou e me colocou como gerente, disse que com meu empenho poderia cuidar das outras meninas. Ela nunca viu alguém trabalhar tão bem como eu trabalhava, e seguindo assim poderia cuidar das outras lojas dela quando não estivesse no Brasil. Sim porque ela viajava muito. Era uma mulher muito influente e culta. Trazia novidades lindíssimas para a loja. Tinha cada bolsa maravilhosa que combinava com o cinto e com o sapato. As vezes eu queria comprar tudo. Sempre fui muito econômica e consciente dos meus gastos, mas nesse mês gastei o que não devia. Até minha mãe achou estranho, porque eu nunca ligava para marcas e nem para coisas que combinavam. Eu gostava mesmo era de evangelizar ,de cuidar do povo. Mas sabe como é …Deus sabe que eu tenho que trabalhar e andar muito bem arrumada.

Comecei a trabalhar aos domingos pela manhã. Cuidava de duas lojas no shopping. O trabalho era tanto que mal dava tempo de almoçar. Assim sendo deixei de jejuar, Deus também sabia que eu tinha que me alimentar para ficar forte no trabalho. Imaginem uma gerente bem conceituada como eu desmaiar de fome no meio da loja…não ficaria bem. Comecei assistir as reuniões do domingo a noite.

Sete meses se passaram, e me sentia triste. Eu não sabia o motivo, mas meu coração estava triste. As coisas do meu casamento estavam prontas, meu vestido era lindo. Foi feito um vestido desenhado por uma estilista amiga minha. Tinha muitas pedrarias. Duas saias de tafetá branco com detalhes em dourado. O véu da cabeça era de quatro metros.  Quis aquele que cobre o rosto. Meu buque era de orquídeas brancas, simplesmente maravilhoso. Comprei um sapato baixo, queria conforto.

No dia da ultima prova do vestido, fui de carro. Eu havia comprado um carro, estava ganhando muito bem. No caminho fiquei ouvindo musicas bem agitadas, parece que me acalmava, eu andava meio nervosa. Deveria ser por causa dos preparativos da festa.

Cheguei na loja e a vendedora me levou direto para a costureira dar os últimos ajustes. Sozinha no provador eu chorei. Não sei porque mas chorei.  Uma dor na minha alma, não consiguia explicar. Sempre fui fiel a Deus, temente a Ele, nunca havia sentido essa dor dentro do meu peito. Não estava entendendo nada, era o dia mais feliz da minha vida e estava triste. ( antigamente o dia mais feliz da minha vida foi quando recebi o Espírito de Deus…)

A costureira fez o ajuste final. Estava tudo pronto. Eu me casaria dentre quatro semanas. Passei na floricultura para ver o restante da decoração. Comprei tudo branco e rosa. Pedi para ser colocado luzes no corredor ao lado do tapete vermelho que seria coberto por pétalas de rosas. Um violinista iria fazer minha entrada com a musica do titanic, era minha musica preferida. Fiquei perto de um ramalhete lindo de flores, me abaixei para sentir o seu perfume, passei as mãos em outras flores, tinha um toque de veludo. Um aperto na minha alma, vontade de chorar, angustia, não queria ver ninguém, não queria falar com ninguém.

Felipe me ligou, estava me esperando no restaurante. Havíamos combinado de almoçar juntos naquele dia. Me despedi da florista e fui até ele. Era um lugar bem aconchegante, bonito. Como de costume pedi o meu risoto de frutos do mar, ele a carne grelhada com salada. Sempre a mesma coisa. Tomamos suco de caju bem geladinho.

Felipe segurou a minha mão e disse que me amava. Minha voz embargou na hora, eu não consegui dizer o mesmo. Olhei para ele e não senti a mesma coisa que sentia ontem. Parece que estava em dúvidas em relação a minha vida sentimental. Será que não amo mais ele? Será que é correto me casar? Porque sinto um vazio dentro do meu peito? Mas eu sabia que era  Felipe o homem da minha vida. Ele era muito carinhoso e perfeito para mim. Eu estava com uma faca em meu coração e não sabia o motivo.

Comemos a comida e voltei para o trabalho. Nesse dia arrebentei de tanto vender. Tirei o que nunca havia tirado. Em um dia de trabalho vendi o relativo a duas semanas de vendas. Eu era a maior vendedora daquela empresa. A dona me deu uma comissão muito grande. Paguei a festa do meu casamento e ainda sobrou troco para comprar uma bolsa de marca.

Fui para casa, entrei direto no meu quarto, pequei um urso de pelúcia que sempre fica em cima da minha cama e o abracei. Chorei muito. Meus olhos não conseguiam abrir de tão inchados que ficaram. Nem mesmo eu sei porque chorei tanto. Não tinha problemas, eu ganhava muito bem. Minha casa estava pronta, meus móveis todos pagos, minha festa… tudo estava em ordem, mas algo no meu coração duvidava, ardia, tinha alguma coisa dentro de mim que eu não sabia o que era.

Fui até a igreja e trabalhei na reunião. Não saiu virtude de dentro de mim, ninguém me procurou para orientação. Antes, fazia fila para eu atender. Voltei para casa, vazia e angustiada.

continua…

Méuri Luiza

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Ateção FORÇA JOVEM ARACAPÉ

VOTAÇÃO ENCERRADA

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Melhor ser surdo

Às vezes, seria melhor ser surdo e cego do que ouvir e ver certas coisas. Continue lendo
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Já tentei de tudo

 

Às vezes o desespero toma conta e você acha que não há nada mais a fazer. Você já tentou de tudo, ou pelo menos, é assim que pensa. Uma voz martela a sua cabeça dizendo que a melhor solução é desistir ou fazer uma loucura.

Pare.

A boa notícia é que sempre há algo que você ainda não tentou. Continue lendo

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Moda da desvalorização da mulher – Introdução

Não adianta tantos amigos no Facebook e tantos comentários em suas fotos, a verdade é que ela continua sozinha, pensativa e triste na maioria do tempo. Continue lendo

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Marina – Capítulo 2

Um ano se passou e percebi que ele estava firme nas reuniões, parecia muito mais fortalecido, percebi também que algo diferente estava acontecendo conosco. Acho que eu estava gostando dele e ele de mim.

Relutei com isso e não quis dar trela para esse sentimento, achava que era muito nova ainda para pensar em me casar. Primeiro a faculdade, depois o casamento. Continue lendo

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Virgília da Última Chance

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